Um escritor sozinho, com algum QI, pode quebrar uma hegemonia INTELECTUAL, isto é, o controle monopolístico das idéias circulantes. Como dizia o Soljenítsin, um escritor com recursos intelectuais suficientes é uma espécie de segundo governo. Mas se, depois que ele faz isso, ninguém prossegue o serviço destruindo ou neutralizando a hegemonia CULTURAL, isto é, o controle sobre a mídia e as instituições de cultura e ensino -- coisa que nenhum ser humano poderia fazer sozinho --, mas em vez disso todo mundo se assanha logo para eleger um presidente ou dar um golpe militar, o perigo iminente é que nada mais resulta dos esforços dele exceto uma imensa ejaculação precoce.

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